Lei de ZIPF
Uma lei de potências sobre a distribuição de valores de acordo com o nº de ordem
numa lista. Numa lista, o membro n teria uma relação de valor com o 1º da lista
segundo 1/n.
1/1 1/2 1/3 1/4 ... 1/n
Exemplo com a população das cidades americanas: NY 1º 7.322.564 Detroit 7º
1.027.974 (+/- 7.322.564/7)
Mandelbrot, Benoit (o dos fractais) aperfeiçoou a Lei de Zipf: uma lei de
potências mais geral obtém-se sujeitando esta sequência a dois tipos de
alterações sucessivas.
Uma, a adição de uma constante ao nº de ordem n dando assim 1/(1+constante) ...
1/(2+constante) ... etc.
A segunda, prevê em lugar destas fracções os seus quadrados, cubos, raízes
quadradas ou outras potências. Por exemplo sequências como: 1/(1+constante)2
...1/(2+constante)2 ...
E também valores intermédios para essas potências como 1,0237 ou seja 1+outra
constante.
Só na lei de Zipf as duas constantes são zero.
Uma circunstância prejudicou a reputação de Zipf. Ele teria demonstrado uma
simpatia pelos rearranjos territoriais de Hitler efectuados na Europa,
justificando-se com o argumento de que essas anexações tendiam a tornar as
populações dos países europeus mais conformes à lei de Zipf.
ALGORITMO - uma regra, fórmula para calcular algo, um programa. Originalmente
derivaria do grego sendo o t introduzido por analogia com o de aritmética. Mas
ALGORISMO seria mais correcto. Do nome do homem cuja obra introduziu o conceito
de 0 - zero - na cultura ocidental, Abu Jáfar Muhammad ibn Musa al-Khwarizmi,
matemático árabe do século IX. Pelo apelido vê-se que a família era de Khorezm a
sul do mar de Aral, Uzbequistão. O tratado continha a expressão árabe Al Jabr -
significa transposição - e a apartir da qual derivamos o tema álgebra.
De início a palavra ALGORISMO designava o sistema de notação decimal que terá
passado da Índia para a Europa Ocidental sobretudo pela tradução latina da
Álgebra de al-Khwarizmi. A raiz para a palavra portuguesa algarismo será
precisamente a mesma.
L. F. Richardson - físico e matemático cria uma versão própria sobre redemoinhos
- dissipação a diversas escalas:
As espiras grandes têm espiras pequenas
Que se alimentam da sua velocidade
E estas têm espiras mais pequenas
E assim sucessivamente até à viscosidade
Por seu lado Jonathan Swift, o das Viagens de Gulliver, era também citado pelos
físicos do século passado que se referiam a um dos seus poemas:
Assim, observam os nat'ralistas, uma pulga
Tem pulgas mais pequenas que a atacam
E estas outras mais pequenas que as mordem
E assim sucessivamente até ao infinito.
IMPRINTING - em psicologia, e Janelas de maturação. Exemplo do ganso bébé que
considera o cientista, um etologista, como a mãe. Os casos de adultos que
insistem em restabelecer com vários substitutos uma relação de infância que
mantivera com um dos pais. Muitas vezes os esquemas das pessoas parecem bastante
mal adaptados e a vivência de acordo com esses esquemas representa aquilo a que
frequentemente se chama comportamento neurótico, de cura difícil. Analisa-se
essas situações com base nas 'janelas de maturação' e 'plasticidade'. O
Imprinting é o exemplo extremo, famoso pela tal história do ganso, através do
livro de Konrad Lorenz - King Solomon's Ring - O Anel do Rei Salomão.
3 constantes fundamentais da Natureza: c - a velocidade da luz no vácuo; h - a
constante quântica de Planck; G - a constante gravitacional de Newton. Para h
aplica-se até mais um 'h' cortado e é = h/(2p ). Multiplicando e dividindo
potências apropriadas das 3 constantes universais pode construir-se a unidade
fundamental de qualquer grandeza física.
A anti-partícula de um gluão é também um gluão. Gluões azul-verde e verde-azul
são anti-partículas recíprocas.
Para diferentes situações de 'cores' diferentes há diferentes gluões:
Um quark 'encarnado' pode passar a 'azul' emitindo primeiro um gluão virtual
encarnado-azul, passando o quark de vermelho a azul. Esse gluão virtual
encarnado-azul é absorvido por um quark 'azul' que passará a 'encarnado'.
Tal como a força electromagnética entre os electrões é gerada por uma permuta
virtual de fotões, os quarks são aglutinados por estes gluões. São eles que
mantêm os quarks tão juntos, encurralados, confinados. Tal como os fotões, os
gluões são bosões. Mas nada têm a ver com cargas eléctricas, com a parte do
'sabor' mas apenas com o relativo a 'cores'. Glue significa cola, em inglês. Ao
colarem os quarks uns aos outros é que dão origem aos objectos 'brancos',
observáveis, e de carga eléctrica inteira, o neutrão e o protão. A 'cor' para
eles é que tem um papel como a carga eléctrica para o fotão. Interagem portanto
com a cor como o fotão interage com a carga eleéctrica.
Um electrão é um Fermião, assim como o neutrão ou o protão também o são. São
partículas em que a massa, o volume, contam. Não podem duas delas ocupar
simultaneamente o mesmo local ou zonas específicas (níveis), o mesmo espaço.
Obedecem ao chamado princípio de exclusão de Pauli. O fotão pelo contrário, tal
como o gluão, são bosões. Partículas de ligação, por exemplo o fotão entre os
electrões. Obedecem ao princípio de anti-exclusão. Tentam levar outras
partículas análogas a alinhar de forma idêntica.
Os quarks, constituintes dos neutrões e protões (3 por cada um) são então
mantidos ligados pelos gluões. Num protão temos 3 quarks ( 2 u + 1 d) e no
neutrão também temos 3 (2 d + 1 u).
Tipos u (up) e d (down) têm a ver com sabores, com cargas eléctricas. 2/3 para o
u e -1/3 para o d. Estes dois tipos são apenas uma parte de um total de 6 tipos
diferentes em relação aos 'sabores', à carga eléctrica. Outros são: t - top; b -
bottom; c - charm; s - strange.
Porém só o u e o d entram na composição dos protões e neutrões constituintes da
matéria comum.
Mas há também a classificação relativa às 'cores': convencionou-se a divisão em
3 sub-categorias de cores: encarnada, verde e azul, como as 3 cores primárias.
Os 3 quarks constituintes de cada neutrão ou protão são cada um deles de uma
'cor' diferente, isto é, a sua soma cromática é sempre 'branca', como ajunção
das luzes das 3 cores primárias. Observando um neutrão ou protão em laboratório,
'vemos' sempre partículas 'brancas' e de carga total 0 ou 1. No caso do electrão
a carga será de -1. Só dentro desses objectos brancos podemos encontrar objectos
'coloridos' ou de carga fraccional, mas eles estão como se disse, confinados.
'ENVELHECIMENTO DO UNIVERSO', a velocidades diferentes. 'Black Holes', coisas do futuro, 'Quasars', coisas do passado. Como no caso do Urânio ou Plutónio em compressão, dando plasma, no Universo podemos ter o Espaço em compressão dando energia e energia em compressão dando matéria. Espaço em compressão versus matéria em expansão - ou 'condensação' - até à fronteira desse espaço, acelerada pela energia. (...)'... à periferia, no Universo, os restos mais antigos (vistos pelo COBE), mais longe, parecem dispersos em todas as direcções e não convergir para um ponto único, uma área limitada! Radialmente em direcção a cada um desses pontos velhos indicados pelo COBE podemos, para vários azimutes, estar a caminhar em direcção ao 'centro' onde ocorreu o Big Bang. Qual a característica do 'centro'? O centro mesmo, não se moveu, se a ocorrência foi simétrica, de um 'átomo', ovo inicial. Até pode estar relativamente perto de nós. Nem é uma analogia o exemplo de se estar a caminhar sobre a Terra de vários locais e chegar ao polo. No Universo podemos antes estar a falar de uma 'esfera', não de uma superfície.
COSMOGONIA - porque não aumenta na fronteira com o vazio deste 'espaço criado' a
velocidade das galáxias até à velocidade da luz? A resistência do meio, vácuo, é
zero. A atracção gravitacional a decrescer com o quadrado da distância, neste
processo de cava vez maior separação. Força expansão constante (?) Velocidade a
aumentar. Aceleração positiva, no limiar teríamos uma velocidade igual à da luz.
Ainda o afastamento das Galáxias: ... ou a velocidade é constante, não chega à
velocidade da luz, com a força a resolver-se em massa pelas equações de Einstein
próximo dessa velocidade, ou há então um encurtamento, uma compressão da régua
do tempo, do eixo (t) do nosso sistema de referência! O tal horizonte ali - do
que foi fotografado pelo COBE - é o passado e é o futuro. E termodinamicamente?
Ou este Universo pode existir e pode não existir ao mesmo tempo? É também uma
função quântica? De onda? Como um electrão, ou fotão, numa fenda. Dependerá
apenas de um 'observador', como o gato de Schrodinger...! Poderá estar dentro e
fora do sistema ao mesmo tempo? Um instante que dura um ínfimo, solibsista?
CONSCIÊNCIA E UNIVERSO - No Universo a consciência é um fenómeno
secundário, derivado, um acidente. Só as partículas e interacções são
fundamentais, a norma. Depois, a noção de que fenómenos complexos podem ser
retirados de, ou reduzidos a fundamentais. É o chamado reducionismo. Mesmo ao
nível do processo de tomada de consciência e de decisões! individual ou
socialmente. Consciência reduzida a biologia, biologia a química, química à
física, e física à base matemática abstracta, à actividade fundamental das mais
ínfimas partículas 'inertes'. Por exemplo, com suficiente conhecimento detalhado
do comportamento das partículas elementares, presumivelmente, um podia predizer
a queda do Muro em 1989!
SUPERFUSÃO - no exemplo de um lago a gelar, dado por Hubert
Reeves, o processo teve as crinas dos cavalos como irregularidades à volta das
quais o gelo se formou. Os flocos de neve, têm as poeiras atmosféricas para
'recolherem informação e quebrarem a simetria'. Mas no Universo primitivo? Nada,
em torno de que se há-de consolidar! A 'Superfusão' seguinte ao Big Bang não
explica por si a criação de informação. Arrefecimento do Universo - após o BB,
decomposição em 4 forças: Gravitacional, Electromagnética, Força Nuclear Forte e
FN Fraca.
MATÉRIA. Quarks / leptões - feitos de 'superstrings' espiraladas apertadamente.
Com mais 6 dimensões além das 3 e do tempo. Ligações entre quarks feitas por
gluões (um bosão mensageiro). O domínio da FN Forte, nestas relações. Mas,
características do quark têm a ver com a FN Fraca. (?) Leptões - a 'família'
referente à FN Fraca, presente na desintegração radioactiva e ligação do protão
a neutrão, no núcleo. Os gluões aglutinam entre si os quarks para formar protões
ou neutrões. Bariões - são os neutrões e os protões. Entre si trocam outros
mensageiros, os mesões, o que lhes permite aglutinarem-se em núcleos de átomos.
Tudo isto é do domínio da FN Forte. Leptões - neutrino? Fotão? Electrão?
STRINGS - dimensão 0. Quarks e leptões no modelo tradicional
poderão ter dimensão 'zero', mas no modelo de strings será diferente: nesta
teoria, de uma dimensão aparente chega-se ás outras todas, é possível a partir
delas, das superstrings, descrever, formar, todas as partículas. Tal só depende
do estado vibracional, das harmónicas, das superstrings. Se vibra de uma forma,
é um neutrino (um leptão). De outra, é um quark. De outra ainda, é um protão!
Uma teoria unificadora e que permite chegar a uma 10ª dimensão. Explicaria até o
espaço-tempo: 9 dimensões espaciais e uma temporal.
Num Inverno nuclear - como o previsto por Carl Sagan - um país na localização de
Moçambique poderia facilmente ficar com temperaturas de 0º a -10º C, e Lisboa
com -10º a -20º C.
O GATO DE SCHRODINGER - Stephen Hawking - "sempre que ouço falar
no 'gato de Schrodinger' puxo de uma pistola ". Uma paródia ao comentário
atribuído a um ou outro dirigente nazi mas que surgiu na peça Schlageter, de
Hans Johst, uma das primeiras obras com simpatia nazi: "sempre que ouço a
palavra kultur destravo a segurança da minha Browning(?)".
*
O ADN CULTURAL - é uma expressão de Hazel Henderson. Engloba o grau de
aprendizagem colectiva, transmissão cultural. Esse comportamento colectivo actua
como um sistema adaptável complexo. Inclui ainda as tradições, costumes e leis,
e mitos específicos do grupo. Este ADN cultural encapsula a experiência
partilhada de muitas gerações e abarca o esquema da sociedade, ela também um
sistema adaptável complexo. O biólogo inglês Richard Dawkins surge com o termo
MEME (memética) para designar uma unidade de informação transmitida
culturalmente, análogo a um gene na evolução e transmissão de informação
biológica.